O ensino na Matemática

A aprendizagem da Matemática elementar poderia ser uma memorização de regras ou um caminho para a resolução de problemas? Na prática poderá ser as duas coisas, mas aprender a Matemática só como um saber fechado, com modos unívocos de resolver problemas parece de utilidade social pouco relevante.

Do ponto de vista psíquico, aprender Matemática de modo normativo, corresponde para quem aprende, ao adquirir uma segurança não problemática. Se aprende muitas normas alguns poderão aplicá-las resolvendo os casos particulares delas decorrentes. Mas outros não aprendem e ficam de fora, com os complexos da alergia às Matemáticas. Aprender por problemas é, inicialmente, partir de situações de insegurança, para ao chegar à solução, ter a alegria de a encontrar. Este último processo parece a motivação correta para aprender Matemática. Gostar de Matemática é gostar disso. Enfrentar problemas (com a calma e persistência que se vai adquirindo) é uma das vantagens do que “sabe” Matemática.

A noção de problema Matemático (quando diferenciada de exercício) parece ser uma noção pedagógica e só possível de ser entendida num processo de aprendizagem.

Se as dificuldades no ensino de matemática surgem no quadro de dificuldades gerais devidas a mutações culturais, então elas não serão superadas por medidas administrativas. A recente exigência de cumprimento do programa aos professores de matemática, pretende sugerir que a responsabilidade da situação é dos professores. Quem está dentro da Escola sabe que os professores fazem o que podem. Noutros níveis de Ensino os programas poderão ter dificuldade em ser cumpridos por várias razões. Exigências do cumprimento dos programas, administrativas e linearmente acríticas, se não acompanhadas de reforço em número de professores por aluno, conduzirão a uma melhoria puramente burocrática ou na melhor das hipóteses, a um aprender decorado de fórmulas.

O ensino da Matemática aos níveis mais elementares releva principalmente da tradição. Ainda que seja discutível a possibilidade de alunos muito jovens terem capacidades para compreender uma demonstração, ou o “interesse” dum jogo abstrato, tais capacidades poderiam e deveriam ser testadas. Os alunos têm a noção sobre números e por aí talvez se pudesse introduzir alguma lógica no ensino elementar.

Os problemas que se levantam ao ensino da Matemática a todos os níveis não são novos. Tal como não é novo o mal estar que eles provocam em professores e alunos. No entanto, este mal estar parece aumentar e aprofundar-se ultimamente. Os problemas são muitos, variados e difíceis.

Assim, já foram ensaiadas diversas mudanças no ensino da Matemática com vista a melhorar a sua aprendizagem, nomeadamente mudanças curriculares e programáticas, o problema do ensino da Matemática e da sua aprendizagem talvez possa ser abordado segundo outras perspectivas.

No ensino-aprendizagem da Matemática pode-se falar de um triângulo (humano-programático) cujos vértices são: a Matemática, os alunos e o professor.

O papel a ser desempenhado pelo professor na sala de aula é – colocado de uma forma simplista – o de tornar o caminho entre a Matemática e os alunos o mais curto possível. Cabe ao professor, que se admite encontrar-se já suficientemente perto de ambos, Matemática e alunos, a missão de conduzir a Matemática até aos alunos ou de levar os alunos até à Matemática.

Além disso, a conduta do professor parece ser, pelo menos numa primeira análise, aquela que está mais ao alcance dos professores de Matemática e, portanto, é aí que se pode começar a exercer as influências com vista à aproximação desejada entre a Matemática e os alunos.

Sendo assim, parece ser sobre o papel e a atitude do professor de Matemática que se deve meditar em primeiro lugar questionando-se sobre os problemas que existem à nossa volta e que estejam relacionados, de uma forma ou de outra, com a Matemática e o seu ensino.

Alguns desses problemas poderão não ter respostas claras ou simples, mas uma análise consciente feita pelo professor que pretende ensinar Matemática contribuirá, por certo, para um enriquecimento da sua atividade profissional. Uma vez consciente do seu papel, será mais fácil pensar e atuar sobre os outros dois vértices do triângulo, isto é, sobre a Matemática e sobre os alunos.

One Comment


  1. out 31, 2011
    6:07 pm

    virginia lucia ferreira

    oi pessoal
    eu dou reforço de matamática aqui em salvador.
    Se quiserem me contactar eis meu telefone-071 -33442444
    Obrigado pela atenção

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